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A vida é feita de transições permanentes: você está preparado?

Renato Bernhoeft reflete sobre a importância de nos reinventarmos por toda a vida



O momento que a humanidade vive está repleto de interrogações, dúvidas e questionamentos. Entre os destaques desta fase, vale sempre mencionar um dos grandes desafios que se ampliou no século XXI: o aumento dos índices de longevidade no mundo inteiro, acompanhado da redução significativa do índice de natalidade.


Segundo o pesquisador e historiador israelense Yuval Noah Harari, em seu livro "21 Lições para o Século 21", "no século XXI, dificilmente você pode se permitir ter estabilidade. Se você tentar se agarrar a alguma identidade, emprego ou visão de mundo estáveis, estará se arriscando a ser deixado para trás quando o mundo passar voando por você".


Ele radicaliza ainda mais afirmando que "como a expectativa de vida aumentará, você poderia ter de passar muitas décadas como um fóssil." E conclui: "para continuar a ser relevante – não só economicamente, mas acima de tudo socialmente – você vai precisar aprender a se reinventar o tempo inteiro, numa idade tão jovem como a dos cinquenta anos."


Curiosamente, esse registro não é uma novidade. Já no século passado, o pesquisador americano William Bridges alertava, em seu livro "Transições – Compreendendo as Mudanças da Vida", que "a lição que todas as experiências nos ensinam é que, quando nos considerarmos prontos para criar um início, nós logo acharemos uma oportunidade. O processo de transição acarreta uma reorganização interior e uma renovação de energia, as quais dependem de uma imersão no caos da zona neutra. É como se a forma a que chamamos de ‘minha vida’, de tempos em tempos, tivesse que voltar à energia pura, a fim de adquirir uma nova forma e de ganhar novo impulso."

Os desafios das etapas da vida estão se ampliando cada dia mais, especialmente pelos avanços tecnológicos, as mudanças de modelos de família, impactos sociais, políticos, econômicos e, com destaque especial, o aumento da longevidade.


Aqueles que, como eu, já passaram dos oitenta, reconhecem que não fomos preparados, tanto pelas famílias quanto pelo sistema educacional e pela sociedade como um todo, para compreender que o número de transições e etapas na vida iria se ampliar da maneira como hoje vem ocorrendo.


Fica aqui uma provocação para que pensemos na forma como vamos encarar os novos desafios que nos esperam pela frente. E levando em consideração que a palavra "experiência" tem cada vez menos importância. Viver o presente intensamente é ainda uma das melhores formas de se preparar para o futuro. Sigamos em frente.


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