NC imóveis | RELAÇÕES CONSTRUTIVAS

Mais do que loteamentos, prédios e condomínios, a família empresária Carvalho investe em um novo modo de viver

Uma parte dos contornos da cidade de Rondonópolis, um dos polos econômicos do Mato Grosso, leva a marca de Nelson Carvalho, que projetou o primeiro loteamento em 1996. Para dar o primeiro passo, vendeu casa, carro, gado e comprou uma área para que o resultado fosse do jeito que idealizava. “Ele arriscou tudo e começou do zero. Depois, foi um loteamento atrás do outro”, conta a filha Letícia, sobre a história da NC Imóveis.


Estar aberto a aprender e fazer sempre o melhor possível foram pilares de sua história. Superou suas as dificuldades de suas origens e formou-se engenheiro na Universidade de Brasília. Uniu-se a esposa Mara, e com a mesma dedicação educaram as três filhas, todas incentivadas a estudar fora. Foi numa viagem de intercâmbio de Melisa, a mais velha, que Nelson conheceu os bairros americanos, retornou inspirado e disposto a construir um padrão semelhante no Brasil.


A NC Imóveis transformou-se em sinônimo de qualidade e bem viver, cada novo loteamento transformava o bairro em referência na cidade. Todos são entregues e mantidos, com pavimentação, arborização, iluminação, sinalização, sistema de esgoto e áreas comuns.


“Meu pai comprava terras de herdeiros e notava que, em muitos casos, havia questões ligadas à herança”, conta Melisa. Foi na segunda década de operação, que o casal fundador começou a se preocupar com a continuidade da NC, um tema ainda não debatido entre eles e suas três filhas. O receio era de que uma eventual partilha enfraquecesse o negócio. Cada filha exercia uma carreira diferente. Melisa, psicóloga, comandava o RH em uma fazenda. Administradora, Letícia trabalhava com o pai desde 2005. Denise era designer de joias e vivia em São Paulo. A ideia de que a união das filhas fortaleceria a NC soava bem, mas as três nunca haviam atuado juntas.


A questão começou a ser trabalhada em 2013. O objetivo era identificar as razões pelas quais ficariam juntas e as regras que regeriam a convivência. Houve momentos de tensão, e prevaleceu a visão de que as diferenças continham mais potencialidades do que divergências. Ao final de quatro anos, definiram o propósito comum e o código de ética que serviria de base para a sociedade. Propuseram aos pais um modelo inicial de governança, em que teriam reuniões com pauta e um sistema de prestação de contas. Os maridos de cada uma também participaram, alinhando o projeto de vida de cada casal. Juntos, os familiares buscaram formação para o papel de sócios, aprofundando-se em temas jurídicos e de finanças. Paralelamente, o casal fundador formalizou a transferência do patrimônio, em vida, para a segunda geração.


O alinhamento da família preparou o terreno para a entrada de Melisa e Denise na gestão, em 2017. “Hoje eu não consigo nos ver separadas. Nós nos complementamos”, explica Melisa. Este ano receberam uma homenagem surpresa da equipe NC, estampando a capa do jornal interno com o título: “As irmãs coragem”, descrevendo a personalidade de cada uma e a atuação conjunta como um diferencial para a gestão.


Ainda que a terceira geração seja composta por quatro crianças, o futuro está no radar. “Sempre converso com o meu marido, pois quero que a minha filha escreva a história dela, dentro ou fora da empresa. Mas nós, como pais, temos a obrigação de prepará-la para ser sócia”, analisa Denise.




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