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Busca pelo bem-estar cresce no mundo

Renato Bernhoeft escreve sobre como o desejo por uma vida mais plena impacta, também, a vida profissional

Uma variedade de eventos, pesquisas e estudos têm demonstrado a crescente preocupação e interesse da humanidade pelo sentimento e prática de bem-estar, seja na vida pessoal como na profissional e familiar.


Iniciemos por uma pesquisa da consultoria McKinsey, realizada mundialmente, tendo revelado que 31% dos jovens entre 18 e 34 anos, afirmam trocar promoções para cargos de alta gestão – com altos níveis de exigência – por melhor qualidade de vida.


No Brasil, 3 mil pessoas participaram da pesquisa, divulgada no final de 2022. E os motivos para desistir de altos cargos envolvem fatores como ausência de oportunidades de desenvolvimento, insegurança psicológica, inflexibilidade e falta de propósito. Vale registrar que o período pós-pandêmico ampliou ainda mais essas manifestações do grupo jovem.


Outro escritor e estudioso italiano, recém falecido, – Domenico De Masi – criador da teoria do “ócio criativo”, também amplamente divulgado por seu livro, sob o mesmo título - manifestava de maneira enfática sua preocupação em apontar as mazelas das sociedades, aceleradas pelas desigualdades sociais e como buscar saídas.


“Em nenhuma época histórica houve um mundo tão bom quanto este que vivemos. Vivemos até os 80 anos, quando antes, a expectativa de vida era de 40 anos. Hoje temos os analgésicos, que nos poupam da dor, uma das tragédias da humanidade. Acredito que os seres humanos serão capazes de não destruir tudo o que foi criado”, afirmou ele em uma das suas declarações.


Outra figura que, inclusive veio ao Brasil recentemente, é o ex-premiê do Butão,- pequeno país asiático com população que não chega aos 800 mil habitantes, localizado entre a China e Índia - Tshering Tobgay, que criou o conceito chamado Felicidade Interna Bruta. O FIB, como é conhecido, possui 33 indicadores para avaliar o bem-estar psicológico, saúde, educação, uso do tempo, diversidade, resiliência cultural, qualidade de governança, vitalidade comunitária, diversidade, resiliência ecológica e padrão de vida.


Interessante registrar que estes conceitos começam a ser aplicados também nas empresas. Segundo a United Health Group (UHG) “a felicidade existe quando a pessoa entende o propósito da empresa e como ela se conecta com esse propósito”.


Segundo a fundadora do Reconnect Hapiness at Work, Renata Rivetti, “por muito tempo, as empresas achavam que bastava dar benefícios. Mas a pessoa precisa ver significado no seu trabalho. E ter segurança psicológica”.


E por último, mas não menos importante, uma pesquisa realizada no Brasil, pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento Social, presidido por Paula Fabiani, mostra um aumento de 36%, no índice de doações da população brasileira para ONG’s e entidades filantrópicas. E esse crescimento da conduta solidária ocorreu principalmente na geração “Z” – nascidos entre meados dos anos 90 e 2010 -.


Segundo Paula Fabiani, “esta geração é socialmente mais consciente que a anterior e mais engajada em causas socioambientais”. O valor estimado de doações em 2022 foi da ordem de R$ 12,8 bilhões.


O registro que desejo fazer com esta crônica é o gradativo avanço, tanto do espírito solidário como também na busca de sentido para uma vida mais plena. E que deve ser aplicado a todos os papéis que vivemos, como seres humanos plenos. Faça suas próprias reflexões.




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